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Saiba Estruturar um plano de viagem

Nesta segunda aula sobre fotografia de viagem, veja como fazer a preparação para o trabalho valer financeiramente

Érico Elias (texto) e Valdemir Cunha (consultoria e fotos)

O fotógrafo Valdemir Cunha

O fotógrafo Valdemir Cunha

fase de preparação é essencial para o sucesso de uma viagem. É nesse momento que se pesquisa sobre o lugar, se programa o roteiro, as possibilidades de pauta e de retorno financeiro. Também faz parte desse trabalho de pré-produção a escolha do equipamento, dos acessórios e até das roupas mais adequadas para o destino.

Na primeira aula sobre fotografia de viagem (edição 22), o especialista Valdemir Cunha falou sobre o mercado brasileiro e as possibilidades de inserção profissional para quem está começando. Nesta segunda etapa, ele explica como prepara uma viagem para si, como fotógrafo, e para outros profissionais, quando atua como editor.

“Muita gente acredita que a venda vem apenas depois da viagem, mas, na realidade, ela tem de ser pensada na pré- produção. Uma viagem vista como negócio, para um fotógrafo profissional, tem de sair paga e ainda dar lucro. Quanto mais tempo dedicado à preparação, maior a chance de tudo correr bem e dessa meta ser alcançada”, explica Valdemir.

Antes mesmo de falar sobre os detalhes envolvidos na pré- produção, ele gosta de chamar atenção para a realidade de um mercado pequeno, no qual é preciso diversificar e ter muita criatividade para sobreviver.

“As redações reduziram ao mínimo os fotógrafos contratados. Para se manter como freelancer, não adianta achar que dá para fazer pautas apenas para revistas de turismo. Revistas de diversos segmentos trazem matérias sobre viagem e até publicações semanais, como IstoÉ, Veja ou Época, podem ser clientes em potencial. Digo sempre que sou, antes de tudo, um fotógrafo documentarista que faz viagens. Procuro abrir meu leque de possibilidades”, ensina.

O mar azul turquesa da Ilha de Capri, no litoral da Costa Amalfitana, Itália: vista do alto confere um caráter abstrato à paisagem / Foto: Valdemir Cunha

O mar azul turquesa da Ilha de Capri, no litoral da Costa Amalfitana, Itália: vista do alto confere um caráter abstrato à paisagem / Foto: Valdemir Cunha

Em geral, há duas ocasiões para o surgimento de uma viagem: ou ela parte de um convite passado pela redação ou ela parte da iniciativa do próprio fotógrafo, que procura as redações que possam se interessar pelo material. No primeiro caso, as preocupações com a programação do roteiro não são grandes, pois essa função geralmente fica por conta de quem está convidando. Por outro lado, o fotógrafo tem sua mobilidade restringida pelo roteiro imposto.

Muitas vezes, é preciso jogo de cintura para driblar algumas deficiências dos roteiros que já vêm prontos. A melhor maneira de se precaver é levantar o máximo de informações sobre o programa: locais de hospedagem, por onde vai passar e quanto tempo será dedicado a cada lugar, quais as visitas agendadas e quais os períodos livres.

Também são fundamentais informações sobre o destino: pesquisar o máximo possível de matérias jornalísticas, livros e guias escritos sobre o lugar para ter referências sobre aspectos culturais, religiosos, geográficos, gastronômicos e até curiosidades. Valdemir também recomenda o consumo voraz de referências visuais: imagens procuradas na internet, filmes e, principalmente, grandes fotógrafos que tenham feito ensaio na mesma região ou em condições parecidas.

“Se você vai para um lugar sobre o qual conhece muito pouco, são maiores as chances de acontecimentos importantes passarem despercebidos. De repente, você pode presenciar um fato histórico para aquela cultura e nem se dar conta disso”, exemplifica Valdemir.

Outra facilidade das viagens com convite é que não há despesas para cobrir. Em compensação, costuma ser difícil aproveitar esse tipo de viagem para realizar mais de uma pauta, pois as programações geralmente são bem apertadas e os roteiros são direcionados, restando poucas brechas para desenvolver trabalho paralelo.

Anoitecer em Budapeste, Hungria / Foto: Valdemir Cunha

Anoitecer em Budapeste, Hungria / Foto: Valdemir Cunha

Na maioria dos casos, os roteiros de .viagens de imprensa são preparados tendo em vista os profissionais de texto, o que pode acabar trazendo sérias limitações ao trabalho do fotógrafo. É o caso de entrevistas marcadas para horas cruciais do dia, quando a luz do sol podia estar sendo aproveitada para obter boas fotos.

As viagens feitas a convite são raras de aparecer para quem está em começo de carreira. Os editores só passam viagens para profissionais nos quais têm plena confiança. Para estabelecer essa confiança, é preciso antes propor pautas próprias e entregar um trabalho de qualidade, o que exige a programação de viagens por conta própria.

Continue lendo essa matéria em http://www.fotografemelhor.com.br

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