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O olhar de André Liohn sobre os conflitos de guerra

Enviado por Victor Silveira
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Uma fotografia fotojornalística opinativa e crítica. Sem demagogias políticas. André Liohn na constante linha da vida e da morte denuncia a (des)humanidade do homem.
Com uma postura realista e de não neutralidade, o fotógrafo de guerra André Liohn de 39 anos, nascido no Brasil, e que cobre os eventos mais sangrentos e de maior horror e brutalidade do mundo, as guerras, onde pessoas vivem vulneráveis em sua segurança e direitos humanos. Com uma postura extremamente crítica ele faz de sua fotografia, um acervo documental, um veículo para além do produto visual, mas reafirma o seu olhar, sua singularidade, e sua vivência, o que resulta em um material antopográfico vivo e intenso.
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André se aproxima do conflito, vive-o com todo seu risco eminente, para registrar o instante. Não o instante meramente estético do que é visto pela técnica. Mas o instante existencial.
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Parafraseando o que o próprio fotógrafo diz:

A urgência do conflito, que coloca nas mãos de quem o vive sempre um binômio que mudará sua vida a partir dali. Lutar ou correr, viver ou morrer. E todas as consequências dos atos impostos pela guerra, e o direito de vida retirado violentamente. E o objetivo do fotógrafo é justamente este. Elucidar na sociedade através de seus documentos áudios-visuais, reflexões e posições críticas frente aos embates da guerra, violência, e direitos humanos e todas as bifurcações que seguem estes temas.

A recente cobertura da mais sangrenta rebelião da Primavera Árabe, a guerra civil da Líbia, rendeu a ele o Robert Capa Gold Medal, um dos mais prestigiados prêmios de fotografia do mundo – prêmio que foi instituído em 1955. Ele foi premiado por um grupo de 12 fotos tiradas em Misrata, à cidade mais castigada pela guerra, que ficou dois meses sitiada por tropas do ditadorMuamar Kadafi, entre março e abril de 2011.
Em uma entrevista o fotógrafo diz:

É uma honraria e tem muita importância para a nossa profissão. Sou o primeiro sul-americano (e o primeiro brasileiro) a ser contemplado com a medalha Robert Capa em 57 anos de prêmios. Espero que isso sirva para que, no Brasil, o fotojornalismo ganhe impulso mais crítico e independente. Tem muita gente fazendo trabalho bom por aí, mas tem de sair do país, para ganhar um bom espaço. Fotojornalismo não é apenas cobrir pauta e voltar para casa horas depois. Nem precisa ser devaneio estético. Pode ser um meio termo, um bom trabalho de pesquisa, que retrate uma cultura em meio ao conflito.”

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+Fotografias:

André Liohn


Artigo de:

Victor Silveira

 

 

 

Fonte: http://fotografeumaideia.com.br

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