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Morre a fotógrafa Alice Brill, que documentou a cidade e o cotidiano paulistano nos anos 50

“A fotógrafa e artista plástica Alice Brill, autora de um importante trabalho fotográfico sobre a cidade de São Paulo e seus habitantes, morreu na madrugada deste sábado, 29, na cidade de Itu, interior do Estado. Foi cremada na tarde do mesmo dia, no crematório da Vila Alpina, em São Paulo, segundo informou a família da artista…”

 

  • Vídeo: breve análise de fotografias de populações indígenas de autoria de Alice Brill

 

Alice Brill/Divulgação
Vista do Guarujá com edifício Sobre as Ondas ao fundo, de Alice Brill
Vista do Guarujá com edifício Sobre as Ondas ao fundo, de Alice Brill

Alice Brill Czapski nasceu na cidade de Colônia, na Alemanha, em 1920. Chegou ao Brasil em 1934, com a mãe, fugindo do nazismo.

Na juventude, em São Paulo, começa a frequentar o Grupo Santa Helena – reunião de artistas plásticos que se tornariam nomes importantes da arte brasileira do século 20.

Aos 26 anos, Alice Brill vai estudar artes nos Estados Unidos, quando aumente seu interesse pela fotografia.

De volta ao Brasil, trabalha para a revista Habitat, fazendo fotos de arquitetura e obras de arte. No início dos anos 1950, ela é convidada por Pietro Maria Bardi (1900-1999), então diretor do Masp, a fazer um registro fotográfico de São Paulo.

“Era um período interessante, de forte urbanização e, também, grande imigração europeia. Nessa época, além do trabalho importante de documentação urbana, Alice fez retratos inovadores de moradores da cidade”, disse à Folha Sérgio Burgi, coordenador da área de fotografia do IMS (Instituto Moreira Salles).

Alice Brill/Divulgação
Crianças na praça Buenos Aires, em São Paulo, nos anos 50, fotografadas por Alice Brill
Crianças na praça Buenos Aires, em São Paulo, nos anos 50, fotografadas por Alice Brill

O IMS tem um acervo de mais de 14 mil negativos de Alice Brill, que representa toda a obra fotográfica da artista – a partir da década de sessenta, ela passou a se dedicar mais às artes plásticas.

Entre os mais importantes trabalhos fotográficos da artista, além da série sobre São Paulo encomendada por Bardi, está um conjunto de fotos com os internos no hospital psiquiátrico Juqueri, de São Paulo, hoje desativado.

Brill retratou as pessoas internadas enquanto realizavam atividades artísticas, no ateliê de artes do hospital.

Fora dos centros urbanos, a artista fez trabalhos documentais em viagens ao Xingu e em cidades históricas de Minas Gerais.

“Ela utilizou a foto como leitura de um país que já era dela, mas também como exploração de um país que ia conhecendo”, diz Burgi.

Alice Brill também seguiu uma carreira acadêmica na área das artes. Formada em filosofia pela PUC de São Paulo em 1976, fez mestrado e doutorado na USP em estética e artes visuais. Como ensaísta, publicou livros sobre artistas como Mario Zanini (1907-1971) e Samson Flexor (1907-1971), entre outros.

A causa da morte não foi divulgada. Alice Brill deixa quatro filhos e netos.

 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

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