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Fotografia: Há profissões e costumes com “Passado (pouco) Presente”

Por Daniel Cerejo – jpn@c2com.up.pt

Fotografia: Há profissões e costumes com "Passado (pouco) Presente"

O sapateiro é uma das profissões cada vez mais raras e foi documentada, em Almeirim, por Ricardo Catarro
Foto: Ricardo Catarro

 

Ricardo Catarro tem 27 anos, é licenciado em Gestão e fotógrafo amador. Desta mistura resulta “Passado (pouco) Presente”, uma exposição de fotografia sobre profissões e costumes em vias de extinção, que inaugura sexta-feira, no Porto.

Se em 2011 dissessem a Ricardo Catarro que, dois anos depois, estaria a inaugurar uma exposição de fotografia no Palácio das Artes, no Porto, provavelmente, o jovem de 27 anos não acreditaria.

Porquê? Em primeiro lugar, porque foi apenas naquela altura que Ricardo recebeu a sua primeira máquina fotográfica profissional. Em segundo lugar, porque Ricardo é licenciado em Gestão e ainda hoje é fotógrafo amador, já que tudo o que, entretanto, aprendeu foi em revistas e livros, e nem cursos ou workshops frequentou.

A última razão explica-se com outra pergunta: “O que é que faz um jovem de Almeirim (Santarém), nascido, criado, enraízado e ‘eterno apaixonado’ por aquela região, no Porto?”. Mas a esta é fácil de responder: vem exibir “Passado (pouco) Presente”, um conjunto de cerca de 30 fotografias sobre profissões e costumes em vias de extinção, registadas no Concelho de Almeirim.

Um amadorismo para continuar

“Atenção! Isto é só a minha segunda exposição”, diz Ricardo Catarro ao JPN. Apesar de revelar que gostaria de fazer da fotografia carreira, o jovem de 27 anos reconhece que “se para as profissões ditas normais não está fácil, quanto mais para a arte”. Ainda assim, garante que a paixão vai continuar a ser alimentada e, por isso, agradece à Câmara de Almeirim e à família pelo apoio que têm dado a esta “ilusão saudável”.

Do sapateiro ao moiral

“Numa tarde, depois de ir ao café, passei por um sapateiro aqui em Almeirim e lembrei-me que poderia ser engraçado fotografar o senhor, porque aquilo é um sítio muito rústico e, mesmo assim, muito antigo. Então fui lá e fotografei. Depois quis fazer uma exposição sobre essa profissão, mas lembrei-me que poderia ser um pouco monótono ser só uma. E foi aí que entrou a Câmara de Almeirim, que me ajudou a conhecer outras profissões”, explica Ricardo Catarro ao JPN.

Ao todo, a exposição vai mostrar fotografias de cinco profissões/costumes cada vez mais em vias de extinção: a vindima, a tanoaria, o fazendeiro, o sapateiro e o moiral. Moiral?!? “É um senhor que está numa herdade e trata de tudo o que é gado, dos cavalos, no fundo, de uma quinta, no geral”. No entanto, quem não estiver muitio familiarizado com estas atividades pode ficar descansado. Ricardo vai tentar levar alguns objetos característicos das mesmas, para acompanharem as fotografias e ilustrarem melhor aquilo que cada uma representa.

Na verdade, quando a exposição inaugurar – sexta-feira, 11 de outubro, às 19h, no Palácio das Artes (permanece aberta, todos os dias úteis, até 31 de outubro) -, os visitantes poderão contemplar os momentos captados por Ricardo, que resultaram de prolongadas conversas com as gentes de Almeirim. “Sempre que ia fotografando, ia ouvindo histórias e posso dizer que vivi muita cultura, muito conhecimento”, diz.

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