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O fotógrafo Sergio Sanderson é o primeiro brasileiro a levar um Troféu FIM Fair Play

Durante a 6ª etapa do Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, o Moto 1000 GP, realizada no dia 20 de outubro no Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul, o fotógrafo, Sérgio Sanderson salvou a vida de um piloto.

Depois de uma queda, a moto de Alexsandro Tiago Pires pegou fogo. O piloto, manifestando dores nas costas pelos efeitos do incidente, permaneceu deitado por alguns instantes, muito próximo às chamas que consumiam o equipamento. Sanderson, fotógrafo contratado pela organização do Moto 1000 GP fez o primeiro atendimento tirando o piloto de risco.

O presidente da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo), Firmo Henrique Alves, levou o caso a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) que irá homenagear o fotógrafo com o Troféu FIM Fair Play,  que será entregue na Assembleia Geral e Cerimônia de Gala da entidade em Monte Carlo, no dia 1º de dezembro. O evento em Mônaco vai acompanhar a realização de um simpósio internacional sobre segurança nas pistas e ações voluntárias no motociclismo esportivo.

“Nós temos que valorizar atitudes como essa. Levei até a FIM tudo o que aconteceu, pois merece reconhecimento. Sanderson é um exemplo. Além de grande profissional demonstrou heroísmo se colocando em risco para salvar a vida do piloto. Ele é merecedor dessa homenagem e acho que todo esse fato ocorrido mostra um pouco da alma do motociclismo no Brasil”, afirma o presidente da CBM, Firmo Alves.

Esta é a nona vez que a Federação Internacional e Motociclismo outorga o Troféu Fair Play. Os demais contemplados com a honraria foram o francês Patrick Igoa, em 1986, os italianos Virginio Ferrari e Roberto Rolfo, em 1992 e 2004, o norueguês Stig IngeBergersen, em 1994, o estoniano Jüri Makarov, em 1996, e o chileno Carlo de Gavardo, em 1997, além do clube polonês Sparta-Aspro, em 1992, e do grupo britânico Riders for Health, em 1993.

Gilson Scudeler, promotor do evento, vê “instinto de sobrevivência” na ação do fotógrafo. “Ele não pensou, apenas correu lá e retirou o piloto do fogo. O reconhecimento da FIM ao ato de heroísmo do Sanderson mostra que o mundo está atento ao Brasil. Antes, o que acontecia no País passava despercebido”, diz. “Mesmo sendo fruto de uma situação de risco, o prêmio do Sanderson mostra que estamos no caminho certo”.

Com mais de 30 anos de experiência fotografando corridas de carros e de motos, Sanderson garante lembranças nítidas de todos os momentos que sucederam o acidente. “Fiz o meu papel, que no meu ponto de vista está 100% correto. Na hora não pensei em normas, no evento, em nada disso. Aquele momento me marcou muito, meu impulso foi tão forte que não usei a racionalidade, usei a alma. Depois que tudo acabou, com o piloto bem, chorei por cerca de meia hora. Não conseguia parar de chorar”, revela.

O piloto que sofreu o acidente permaneceu consciente durante todo o tempo. “Eu estava caído e sem sentir a perna. Não queria me mexer, a preocupação era com a coluna, só o que eu pensava era em algum dano à coluna. Tenho certeza que o Sanderson não me viu como piloto naquele momento, mas como um ser humano em perigo. Provavelmente por isso ele tenha vencido a resistência da regra de ninguém tocar no piloto até a chegada de um médico”, conta Alexsandro Tiago Pires.

 

*Com informações da assessoria do Moto 1000 GP

 

Emilia Chacom e Reginaldo Rizzo – Comunic.Ativa

          Assessoria de Imprensa CBM

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