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Fotógrafo curitibano revela beleza dos cânions americanos

HAROLDO CASTRO E FERNANDO ZEQUINÃO (TEXTO) E FERNANDO ZEQUINÃO (FOTOS)

 

O curitibano Fernando Zequinão é fotógrafo publicitário formado em Desenho Industrial. No ano passado, ele resolveu realizar o curso de pós-graduação “Fotografia e Imagem em Movimento” na Universidade Positivo. Mas ele não pode participar da minha aula “Fotografia de Viagem”, em setembro passado, dando a boa desculpa que estava viajando nos EUA.

Solicitei, assim, ao Fernando que, para compensar a falta e para poder concluir o curso, ele escrevesse o relato de sua viagem aos parques nacionais norte-americanos. Se seu trabalho fosse de boa qualidade, ele teria uma boa nota, permitindo sua graduação. Caso contrário, teria que refazer a matéria em 2014. A verdade é que suas fotos ficaram acima de minha expectativa. Assim, propus ao Fernando usar seu material neste blog. Aqui vai o relato de “meu aluno” e as belas imagens de Fernando Zequinão, um apaixonado por paisagens:

“O norte do Estado do Arizona e o sul de Utah revelam paisagens únicas, formadas, durante milhares de anos, pela ação criativa da água, dos sedimentos e do vento; vento este que carrega a fina areia do deserto transformando as rochas dessa região, criando formas e padrões singulares, quase sublimes. A região faz parte do chamado Grand Circle, abrangendo várias localidades, como os parques nacionais Grand Canyon, Antelope Canyon, Bryce Canyon, Horseshoe Bend, Monument Valley e Zion.

Nossa viagem começa em Las Vegas, Nevada. Lá alugamos um carro para percorrer os destinos escolhidos. Nossa primeira parada é a cidade de Williams, a 30 minutos da entrada do Parque Nacional Grand Canyon. No dia seguinte, bem cedo, antes do sol despontar, partimos em direção ao parque. O processo de entrada é rápido e em dez minutos já estamos caminhando em direção a um dos mirantes. Nesta hora mágica do dia, já conseguimos ver as silhuetas do Canyon, um buraco que pode chegar a ter vários quilômetros de largura, mais de mil metros de profundidade e inacreditáveis 446 km de extensão.

A sensação de ver o sol romper as formações rochosas e iluminar todo o Canyon é  impossível de ser descrita em palavras – ainda bem que tenho imagens para mostrar. A sensação é que o lugar é um daqueles que todos devem visitar, pelo menos, uma vez na vida. A energia é fantástica!

O instante memorável que o sol nasce atrás do Grand Canyon (Foto: Fernando Zequinão)
O instante memorável que o sol nasce atrás do Grand Canyon (Foto: Fernando Zequinão)

Passamos o dia perambulando pelo parque, descobrindo ângulos, paisagens e a força da natureza. O começo da viagem não poderia ter sido melhor, mas temos um longo caminho pela frente. Cedo, no dia seguinte, saímos em direção ao Monument Valley, que fica em uma área dentro da reserva dos índios Navajos. A paisagem mais famosa do parque indígena são os três montes isolados no meio da paisagem plana, chamados de “Mittens”.

Vista dos três montes isolados em Monument Valey, que apareceram muitas vezes em filmes (Foto: Fernando Zequinão)
Vista dos três montes isolados em Monument Valey, que apareceram muitas vezes em filmes (Foto: Fernando Zequinão)
Petroglifos desenhados a mais de 1.500 anos por nativos norte-americanos (Foto: Fernando Zequinão)
Petroglifos desenhados a mais de 1.500 anos por nativos norte-americanos (Foto: Fernando Zequinão)

A duas horas do Monument Valley está a pequena cidade de Page, no Arizona, onde fica o Antelope Canyon, nossa próxima parada. Esse cânion foi erodido por antigas inundações que cortaran o arenito, formando assim fendas fabulosas. O interessante é que aqui podemos interagir diretamente com o cânion, fazendo uma caminhada de 40 minutos entre as fendas. A luz do sol entra por pequenas fissuras no topo do cânion e refletem sombras nas paredes, criando diversas texturas nas paredes de arenito. A entrada é somente permitida com um guia Navajo e os tours são durante o dia.

Linhas, formas e cores no Antelope Canyon  (Foto: Fernando Zequinão)
Linhas, formas e cores no Antelope Canyon (Foto: Fernando Zequinão)

No final da tarde fomos para o Horseshoe Bend, situado ao lado da Rodovia 89, a poucos minutos de carro. Estacionamos perto da estrada, caminhamos até o miradouro e nos deparamos com a vista singular de um meandro do rio Colorado. Mais uma vez, as palavras são curtas para explicar a real noção do espetáculo. Minha câmera passa a ser a melhor ferramenta. Mas nada de grandes emoções: preciso ter bastante cuidado com o precipício, pois não há nenhuma grade de proteção.

Pôr-do-Sol no Horseshoe Bend, uma das curvas do rio Colorado (Foto: Fernando Zequinão)
Pôr-do-Sol no Horseshoe Bend, uma das curvas do rio Colorado (Foto: Fernando Zequinão)

A última parada é no Parque Nacional Zion, um local que oferece aos mais de dois milhões de visitantes anuais as mais variadas atividades que vão de trilhas e escaladas até paintball e caça. Porém nós, já cansados com nossa maratona, nos limitamos apenas a passear de carro pela rota panorâmica entre as paisagens do parque. Valeu a visita!

Umas das belas paisagens do Parque Nacional Zion (Foto: Fernando Zequinão)
Umas das belas paisagens do Parque Nacional Zion (Foto: Fernando Zequinão)
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