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Fujifilm X-T1: um (rápido) review

Fernando Siqueira diz suas primeiras impressões e comentários sobre a Fujifilm X-T1, a mais nova high-end da marca

texto: Fernando Siqueira
foto: Edvaldo Medeiros

 

Meu nome é Fernando Siqueira, sou  fotografo e professor de fotografia há 10 anos. Desde meados de setembro de 2012 troquei o meu equipamento pela câmera mirrorless (rangefinder) X-Pro I da FujiFilm. Hoje utilizo a câmera Reflex apenas como segundo equipamento para algumas situações pontuais.

lançamento da X-T1 me deixou bastante entusiasmado, principalmente por conta da blindagem, já que fotografo protestos com frequência. Nesta última semana tive a oportunidade de testar o equipamento de um aluno.  Está aqui a minha avaliação rápida e real do que achei:

A primeira impressão que tive da X-T1 foi que a câmera é realmente muito pequena. Nas imagens da internet não parecia tão pequena quanto é. Para pessoas que, como eu, fotografam praticamente tudo com a FujiFilm, isto é algo muito bom. Uma vantagem é que o equipamento é leve, evitando o cansaço e desconforto no transporte e em dias (ou noites) inteiros de trabalho, além de ser discreto. É possível carregar o corpo e todo o set de lentes em uma bolsa comum do dia a dia pesando menos de 2 ou 3 quilos.

Não tínhamos em mãos nenhum batery grip para testar no equipamento, mas pelo tamanho da câmera acredito que não fique tão grande assim e possa ser uma opção para o consumo de bateria e quem tem mão um pouco maior.

fernando siqueira e fujifilm x t1 Fujifilm X T1: um (rápido) review

O autor, em foto de Edvaldo Medeiros

O que chamou minha atenção no anúncio da câmera se confirmou quando a peguei em mãos. A construção do corpo é realmente muito melhor que as outras máquinas da linha X,  a construção é mais sólida. O único problema é que as lentes ainda não são blindadas. Além da blindagem, o novo formato do corpo com um pequeno grip tornaram a pegada muito confortável.

O design da câmera é incrível. Ela é muito linda! O corpo tem um charme de máquina antiga, por ter as seleções de ISO, Velocidade, Fotometria modos de disparo por botões seletores em cima. O único problema no design é o nome da marca (Fujifilm) e da câmera (X-T1) na frente é escrito em branco e grande, de forma muito ostensiva. Isso é uma desvantagem no que diz respeito à fotografia de rua e de conflito, já que chama muita atenção tanto das pessoas fotografadas quanto de possíveis ladrões. Mas isso pode ser facilmente resolvido com uma fita gaffer que a torna completamente invisível, como a sua irmã X-Pro1 e como eu gostaria J

Sobre os comandos da câmera: a câmera tem muitos botões de acesso rápido e é bastante intuitiva. Outra vantagem é que há muitos botões configuráveis, ou seja, fica à gosto do fotógrafo.  O botão de dial de compensação +3 e -3 é muito bom. É possível escolher velocidades em terços, o que deixa a fotometria muito mais precisa.

O viewfinder eletrônico realmente não tem lag nenhum. É o melhor viewfinder eletrônico que eu já vi. Quando você vira a câmera na vertical a régua de distância vêm para a vertical também, apenas a régua do fotômetro continua na vertical. Além disso, a qualidade da tela de LCD da câmera parece ter evoluído bastante, e o fato de ser articulado ajuda imensamente para fotografar em ângulos alternativos.

Não foi possível testar o consumo de bateria porque seria necessário um uso contínuo. Notei, porém, que a imprecisão da marcação do nível de bateria continua sendo um problema, como nas demais câmeras Fuji. Essa seria minha principal sugestão de melhoria do equipamento. É realmente irritante o fato de aparecer uma bateria vermelha e logo depois a câmera desligar, sem possibilidade de fazer mais nenhuma foto.

A velocidade de foco em alta luz com a 18-55mm é muito rápida, praticamente instantânea. Não tive problema nenhum para focar durante o dia. Acredito que ela seja igual ou supere as câmeras DSLR. Porém, os testes que fiz em baixa luz e com a luz guia de auto foco desligada (essencial para quem fotografa na rua) tem a mesma velocidade que a da X-Pro I.

Outro problema para quem comprar câmera agora é que o programa Adobe LightRoom ainda não processo os RAW da câmera e isso impossibilita o tratamento da imagem por meio deste programa.

Outra coisa muito legal é o aplicativo de controle remoto do equipamento. Funciona muito bem em Android e IOS e é super divertido. O mais legal é que você pode ver e controlar em tempo real a fotografia no dispositivo. Inclusive alterar a fotometria e ponto de foco a partir do próprio aplicativo. Isso ajuda muito também em fotojornalismo, para fotografar com a câmera no pescoço e discretamente pelo celular.

Resumindo, apensar dos pequenos defeitos, essa será a minha próxima câmera sem dúvida!

 

Colaboração Editorial: Luiza Corrêa 
 
Fonte: http://www.fotografia-dg.com
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