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Conheça as diferenças entre os principais tipos de câmeras

por ADRIANO HAMAGUCHI
Para o TechTudo

 

Escolher uma câmera digital pode não ser uma tarefa tão simples. Entenda as diferenças entre os principais tipos de câmera e escolha a melhor opção para suas ideias e para seu bolso.

Conheça dicas sobre iluminação para fotografar melhor pessoas e objetos

Os principais tipos de câmeras são as compactas, superzoom, DSLR, mirrorles e câmeras de ação (Foto: Reprodução/Billy Brown)Os principais tipos de câmeras são as compactas, superzoom, DSLR, mirrorles e câmeras de ação (Foto: Reprodução/Billy Brown)

 

Para facilitar a diferenciação, as próprias marcas criaram nomes para separar os modelos básicos dos modelos avançados. A Canon por exemplo, utiliza o nome PowerShot para os modelos mais básicos e a siga EOS para os modelos mais avançados. No caso da Nikon, a série COOLPIX identifica os modelos mais básicos, e a série “D”, os modelos mais avançados.

Depois de compreender um pouco sobre a bagunça organizada da nomenclatura dada às séries, é importante ter em mente que não existe uma “câmera perfeita”. Mesmo que existisse, no próximo semestre seria lançada a “Perfeita 2.0”. Não é vantajoso adquirir lançamentos, a não ser que você esteja muito certo de sua decisão e o preço seja justo.

Agora, entendendo as características e limitações de cada tipo de câmera, você conseguirá identificar qual categoria mais se encaixa no seu perfil: compacta, superzoom (“bridge”), mirrorless e DSLR.

Compactas

A principal características das câmeras compactas é seu tamanho reduzido. Geralmente são bem fáceis de operar com a ajuda dos modos de cena, que ajustam a configuração da câmera automaticamente, e por isso elas também são chamadas de “point-n-shoot” (apontar e clicar).

As câmeras “super compactas” possuem dimensões ainda mais reduzidas, e permitem que você leve sua câmera para todo lugar discretamente. Alguns modelos oferecem alta resolução e recursos extras (como as câmeras à prova d’água) a preços razoáveis.

As “compactas avançadas” possuem muitos recursos semelhantes aos das câmeras DSLR, como o modo “manual”, bom desempenho em ambientes mal iluminados, alta velocidade e boa performance na captura de vídeos Full HD progressivos.

Câmeras compactas possuem ótima portabilidade e os modelos básicos possuem boa relação custo/benefício (Foto: Divulgação) (Foto: Câmeras compactas possuem ótima portabilidade e os modelos básicos possuem boa relação custo/benefício (Foto: Divulgação))Câmeras compactas possuem ótima portabilidade e os modelos básicos possuem boa relação custo/benefício (Foto: Divulgação)

 

O preço das compactas varia de acordo com as funcionalidades oferecidas. Modelos razoáveis podem ser encontrados por R$ 300 e modelos avançados por mais de R$ 2.000.

O número de opções disponíveis é imenso, confunde até os mais experientes. O segredo é focar na funcionalidade que você precisa, com alta resolução, bom desempenho em ambientes escuros, à prova d’água, proteção contra choque, estabilização de vídeo, entre outros, e abrir mão de recursos que não te fará falta.

Câmeras compactas são uma boa opção para quem busca um equipamento prático (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo) (Foto: Câmeras compactas são uma boa opção para quem busca um equipamento prático (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo))Câmeras compactas são uma boa opção para quem busca um equipamento prático (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo)

 

Superzoom

As superzoom (ou bridge) têm “cara de profissional”, oferecem zoom poderoso e a possibilidade de ajustes manuais de velocidade, sensibilidade (ISO) e abertura. O formato do corpo da câmera permite que a ótica seja explorada de maneira semelhante às câmeras DSLR, mas claro, com várias limitações: lentes fixas, aberturas limitadas e sensores pequenos.

Alguns modelos de câmeras superzoom possuem abertura máxima maior que a das lentes 18-55 mm "do kit" (Foto: Divulgação) (Foto: Alguns modelos de câmeras superzoom possuem abertura máxima maior que a das lentes 18-55 mm "do kit" (Foto: Divulgação))Alguns modelos de câmeras superzoom possuem abertura máxima maior que a das lentes 18-55 mm “do kit” (Foto: Divulgação)

Como as lentes das superzoom são fixas, é preciso utilizar adaptadores e soluções improvisadas para obter cliques “diferentes”. Há adaptadores que “transformam” a lente fixa em “lente olho de peixe”, por exemplo, mas a qualidade não é a mesma de uma câmera DSLR com este tipo de lente.

Alguns modelos possuem lentes com abertura máxima limitada, o que implica numa performance regular em ambientes escuros. Os modelos que oferecem grande abertura, como a f/2.8, fazem ótimos cliques nesses ambientes, mesmo sem utilização do flash.

A portabilidade das superzoom não é lá das melhores. Elas são menores que as DSLR, mas mesmo assim chamam a atenção, e carregá-las pode ser um pequeno incômodo para quem não está acostumado a andar com a “tralha fotográfica”.

Vários modelos com boa resolução e zoom potente são encontrados por valores bem atrativos. Mas se o valor ultrapassar o valor de uma DSLR de entrada básica, recomendamos que você avalie bem sua decisão.

As superzoom ou "bridge", oferecem modo manual, sendo possível ajustar a câmera como nas DSLR (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo) (Foto: As superzoom ou "bridge", oferecem modo manual, sendo possível ajustar a câmera como nas DSLR (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo))As superzoom ou “bridge”, oferecem modo manual, sendo possível ajustar a câmera como nas DSLR (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo)

 

Mirrorless

As câmeras mirrorless (“sem espelho”),  recebem este nome justamente por não possuírem o espelho posicionado à frente do sensor que envia a imagem para o viewfinder.

Como consequência (da ausência do espelho), elas não possuem viewfinder óptico como as SLR, ou seja, não é possível ver o que a lente está enxergando exatamente. Mas será que você realmente precisa do visor?

O monitor LCD atende a grande maioria dos usuários e alguns modelos contam com o viewfinder eletrônico, que também gera imagens de qualidade, e alguns modelos que não possuem viewfinder contam com visores eletrônicos opcionais.

Há viewfinders eletrônicos opcionais compatíveis com câmeras mirrorless que não possuem viewfinder (Foto: Reprodução/Nikon)Há viewfinders eletrônicos opcionais compatíveis com câmeras mirrorless que não possuem viewfinder (Foto: Reprodução/Nikon)

Mas quais são as vantagens de se retirar o tal espelho da câmera? O espelho precisa ser levantado para que a imagem chegue ao sensor e seu movimento faz barulho e pode até movimentar a câmera, fazendo com que a imagem fique “microscopicamente” borrada. Quanto menos componentes, mas barata fica a câmera e é uma peça a menos que pode estragar.

A remoção do espelho foi um dos fatores que permitiram a redução do corpo da câmera. As “mirrorless compactas” possuem o corpo mais fino e são consideravelmente mais leves do que as DSLR, além de oferecer ajustes manuais e permitirem a troca de lentes.

Câmeras mirrorless tem dimensões menores que as DSLR e são mais leves (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo)Câmeras mirrorless tem dimensões menores que as DSLR e são mais leves (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo)

 

As mirrorless com corpo “estilo DSLR” são um pouco maiores, mas mesmo assim bem menores que as tradicionais DSLR.

Câmera mirrorless Sony Alpha A3000 possui "estilo DSLR", mas utiliza o sistema de lentes "E", mesmo das mirrorless compactas (Foto: Divulgação/Sony) (Foto: Câmera mirrorless Sony Alpha A3000 possui "estilo DSLR", mas utiliza o sistema de lentes "E", mesmo das mirrorless compactas (Foto: Divulgação/Sony))Câmera mirrorless Sony Alpha A3000 possui “estilo DSLR”, mas utiliza o sistema de lentes “E”, mesmo das mirrorless compactas (Foto: Divulgação/Sony)

 

O preço das mirrorless é competitivo, próximo ao valor das compactas avançadas e das DSLR de entrada. É uma questão de opção e desapego (das funções que não são relevantes para você).

As câmeras mirrorless possuem dimensões reduzidas em relação às DSLR e permitem troca de lentes (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo) (Foto: As câmeras mirrorless possuem dimensões reduzidas em relação às DSLR e permitem troca de lentes (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo))As câmeras mirrorless possuem dimensões reduzidas em relação às DSLR e permitem troca de lentes (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo)

 

DSLR

As câmeras DSLR são as mais indicadas para quem deseja ingressar no mundo da fotografia manual. As versões mais básicas, também conhecidas como “de entrada”.

Canon EOS Rebel T3i por exemplo, é uma DSLR simples e possui excelente desempenho tanto na captura de imagens quanto em filmagem. Como ela é um modelo relativamente antigo, pode ser encontrada a preços mais acessíveis.

As mais avançadas possuem sensores que ultrapassam a casa dos 50 mega pixels, mas obviamente são utilizadas para trabalhos específicos e são muito caras. Por isso, os modelos medianos com preços menos astronômicos, como a Nikon D800 e a D4S caíram no gosto dos fotógrafos profissionais.

As câmeras DSLR de entradas são a melhor opção para fotógrafos iniciantes e entusiastas (Foto: Divulgação) (Foto: As câmeras DSLR de entradas são a melhor opção para fotógrafos iniciantes e entusiastas (Foto: Divulgação))As câmeras DSLR de entradas são a melhor opção para fotógrafos iniciantes e entusiastas (Foto: Divulgação)

 

As câmeras DSLR são câmeras digitais (“D”) em que a imagem “enxergada” pelas lentes é exatamente a mesma vista no viewfinder, através do seu jogo de espelhos “Single Lens Reflex SLR” (ao pé da letra, “reflexo de uma única lente”).

A imagem refletida pelo sistema de espelhos leva a imagem enxergada pelas lentes até o viewfinder (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo) (Foto: A imagem refletida pelo sistema de espelhos leva a imagem enxergada pelas lentes até o viewfinder (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo))A imagem refletida pelo sistema de espelhos leva a imagem enxergada pelas lentes até o viewfinder (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo)

 

Apesar desta ser a definição correta do termo “DSLR”, muitas pessoas associam a sigla à possibilidade de trocar a lente da câmera, mas isto não tem nada a ver. As câmeras que permitem troca de lentes, possuem o sistema de “lentes intercambiáveis”; câmeras DSLR são as que permitem ao usuário ver exatamente o que as lentes estão enxergando.

Nas “não SLR”, em alguns casos o viewfinder é independente da lente. Em outros casos, como nas mirrorless e superzoom, a imagem exibida no visor LCD ou no próprio viewfinder é gerada eletronicamente.

O preview gerado eletronicamente nas mirrorless é bem próximo do que será capturado pelo sensor (Foto: Divulgação) (Foto: O preview gerado eletronicamente nas mirrorless é bem próximo do que será capturado pelo sensor (Foto: Divulgação))O preview gerado eletronicamente nas mirrorless é bem próximo do que será capturado pelo sensor (Foto: Divulgação)

 

As câmeras mirrorless compactas por exemplo, não oferecem “viewfinder óptico”. Com acessórios específicos, é possível ter algo semelhante a um viewfinder, mas o que o usuário verá, é uma imagem capturada pela câmera e convertida no formato digital, como se fosse um “mini monitor”.

Provavelmente a tendência é que todas as câmeras ofereçam monitores cada vez mais precisos, com melhor resolução e simulação do resultado final cada vez mais próximos do que será registrado pela câmera. O problema é que qualquer tela alimentada exibida pela câmera continuará consumindo bateria e isto diminui consideravelmente o tempo de utilização.

Câmeras DSLR básicas são chamadas "de entrada" e são as mais recomendadas para fotógrafos iniciantes (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo) (Foto: Câmeras DSLR básicas são chamadas "de entrada" e são as mais recomendadas para fotógrafos iniciantes (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo))Câmeras DSLR básicas são chamadas “de entrada” e são as mais recomendadas para fotógrafos iniciantes (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo)

 

Câmeras com recursos especiais

Alguns modelos de câmeras possuem recursos bem específicos, como as câmeras de ação, 3D, a prova d’água e instantâneas. Apesar de geralmente cumprirem muito bem o que prometem, é preciso ficar atento às limitações.

Câmeras de ação

As câmeras de ação possuem sistema de estabilização avançado, que resultam em vídeos menos tremidos, nas condições mais adversas. Também oferecem excelente velocidade, que permite capturar várias imagens por segundo em resolução máxima, geral filmes com altas taxas de quadros progressivos (60p ou mais) e torna cada quadro de seus vídeos bem nítidos.

Elas são muito utilizadas em esportes radicais, e por isso possuem boa resistência, boa portabilidade e uma série de acessórios e suportes para fixação, como a GoPro. Para ganhar em peso de performance, alguns modelos sacrificaram funcionalidades presentes em todas as câmeras digitais, como o monitor LCD para visualizar as imagens capturadas.

As câmeras de ação possuem sistema avançado de estabilização de imagem, portabilidade e são leves (Foto: Divulgação/GoPro) (Foto: As câmeras de ação possuem sistema avançado de estabilização de imagem, portabilidade e são leves (Foto: Divulgação/GoPro))As câmeras de ação possuem sistema avançado de estabilização de imagem, portabilidade e são leves (Foto: Divulgação/GoPro)

 

O usuário pode adquirir um monitor para acoplar à câmera posteriormente (acessório opcional), mas com o tempo, se acostumar com a falta destes recursos.

As câmeras de ação foi um formato bem aceito pelo público, e outras empresas também se aventuraram neste terreno e lançaram suas câmeras de ação, como as Sony Action Cam HDR-AS15Garmin VIRB Elite e AEE MagiCam S71.

Câmeras 3D

Imagens 3D são o resultado da combinação de duas imagens. As que possuem duas lentes, simulam a visão humana, a capturam a imagem de maneira análoga, como a Fujifilm FinePix Real 3D W3.

As que possuem apenas uma lente, como a Sony CyberShot DSC TX10, precisam de duas imagens para criar uma imagem 3D, e será necessário algum esforço para captar tais imagens.

Há dois tipos de câmeras que captam imagens 3D, com duas lentes e com apenas uma lente (Foto: Reprodução/Fuji e Sony) (Foto: Há dois tipos de câmeras que captam imagens 3D, com duas lentes e com apenas uma lente (Foto: Reprodução/Fuji e Sony))Há dois tipos de câmeras que captam imagens 3D, com duas lentes e com apenas uma lente (Foto: Reprodução/Fuji e Sony)

 

Vale lembrar que será necessário uma TV ou monitor compatível com a tecnologia 3D da câmera e seu respectivo óculos, para visualizar o efeito tridimensional das imagens.

Câmeras “multifoco”

As câmeras “multifoco”, como a nova Lytro Illum, capta várias versões de uma mesma imagem, com diferentes focos. Através de um aplicado, é possível escolher qual distância das imagem será mais focada.

Câmeras "multifoco" permitem selecionar o foco depois de clicar (Foto: Reprodução/Lytro) (Foto: Câmeras "multifoco" permitem selecionar o foco depois de clicar (Foto: Reprodução/Lytro))Câmeras “multifoco” permitem selecionar o foco depois de clicar (Foto: Reprodução/Lytro)

 

Este é um recurso muito específico, e ainda está passando pelo processo de aprovação dos consumidores, assim como tem acontecido com as mirrorless. Se a aceitação for boa, provavelmente este será um recurso presente adaptado para câmeras tradicionais e novos “clones”. Prova disso é o aplicativo FocusTwist, que tenta simular o funcionamento da Lytro no iPhone.

Com o aplicativo FocusTwist é possível focar determinados objetos após fotografar (Foto: Divulgação/iTunes Store) (Foto: Com o aplicativo FocusTwist é possível focar determinados objetos após fotografar (Foto: Divulgação/iTunes Store))Com o aplicativo FocusTwist é possível focar determinados objetos após fotografar (Foto: Divulgação/iTunes Store)

 

Smartphones com câmeras avançadas

Os smartphones com câmeras com alta resolução são uma boa opção para fotografias casuais. Câmeras com 5 mega pixels ou mais, realmente captam imagens com ótima qualidade para visualização em tela, e registram vídeos Full HD 30p. A impressão de imagens de 5 mega pixels no tamanho tradicional de fotos (15 x 10 cm) é satisfatório, mas não é suficiente para impressões “ampliadas”, como em tamanho “A4 sulfite”.

A qualidade certamente não se compara à das câmeras supercompactas ou DSLRs mais avançadas, mas isto seria uma comparação desleal. Uma câmera tem a função específica de capturar imagens e vídeos, e por isso, oferece vários recursos e ajustes que não estão presentes em smartphones.

Câmeras de smartphones ainda são inferiores às câmeras mais avançadas (Foto: Reprodução/DPReview) (Foto: Câmeras de smartphones ainda são inferiores às câmeras mais avançadas (Foto: Reprodução/DPReview))Câmeras de smartphones ainda são inferiores às câmeras mais avançadas (Foto: Reprodução/DPReview)

 

Os sensores dos smartphones, mesmos os mais avançados ainda são menores que o das câmeras, e mesmo com oferecendo uma alta resolução, ainda falta muito para substituí-las. O desempenho em ambientes mal iluminados, também deixa a desejar.

A velha polêmica: profissionais, semi-profissionais e intermediárias

O varejo não especializado foi quem mais contribuiu para o estabelecimento deste tipo de categorização. Usado sem segundas intenções, estas definições podem ajudar o usuário leigo a identificar os modelos mais básicos e fazer a escolha correta. Mas o que vemos, são tentativas de justificar o preço elevado de modelos com recursos limitados.

Varejo não especializado utiliza classificação confusa de câmeras (Foto: Reprodução/Adriano Hamaguchi) (Foto: Varejo não especializado utiliza classificação confusa de câmeras (Foto: Reprodução/Adriano Hamaguchi))Varejo não especializado utiliza classificação confusa de câmeras (Foto: Reprodução/Adriano Hamaguchi)

 

Não escolha uma câmera com base neste tipo de classificação. Quem comanda o clique é o fotógrafo, e o trabalho de um fotógrafo profissional não deixará de ser profissional se ele usar uma DSLR de entrada ou uma câmera de filme 35 mm.

Fotógrafo profissional, é a pessoa que tem a fotografia como seu ofício, sendo que parte destes profissionais possuem uma vasta experiência e outros são iniciantes. Fotógrafo amador é a pessoa que tem a fotografia como um hobbie, que pode ser “levado a sério” ou não. Assim, podemos afirmar que existem fotógrafos amadores que entendem mais de fotografia que alguns profissionais menos experientes.

O que devemos considerar, é que as câmeras utilizadas por fotógrafos profissionais possuem uma estrutura e componentes mais resistentes, mais avançados, mais precisos e consequentemente mais caros. São equipamentos que devem suportar a jornada de oito horas diárias de trabalho do profissional, por exemplo. O valor destes equipamentos é alto, mas para profissionais, o valor do investimento se paga ao longo do tempo.

Por que não mirrorless?

Se as mirrorless são mais portáteis, permitem a troca de lentes e possui funções semelhantes às das tradicionais DSLR, por que nem todo mundo opta por elas?

Um dos principais motivos é que as lentes das mirrorless compactas são diferentes. Com adaptadores é possível usar outros tipos de lentes, mas sempre que usamos adaptadores, provavelmente inutilizamos alguma funcionalidade.

Fotógrafos mais exigentes priorizam a qualidade da imagem acima de qualquer outra característica, tamanho da câmera não importa. No caso das mirrorless compactas, o tamanho reduzido do sensor reduz a qualidade final da imagem em comparação às DSLR, e a ausência do viewfinder óptico “força” o usuário a utilizar sempre o monitor LCD, o que consome muito a bateria.

E as mirrorless “não compactas”, com sensores grandes? Teoricamente, seria simples remover o espelho, o viewfinder óptico e manter o mesmo sistema de lente e sensores das DSLR. Mas não encontramos marcas que adotaram esta estratégia.

Sony Alpha A3000, por exemplo, uma mirrorless com cara de DSLR, possui um sensor APS-C, ótimo preço, mas utiilza o sistema de lentes “E”, das mirrorless. Ela que pode ser encontrada por cerca de R$ 1.200 e conta com 20 mega pixels de resolução.

Investir em equipamentos DSLR, no momento, é mais seguro. As câmeras, lentes e acessórios são mais fáceis de ser encontrados e possui uma grande base de usuários. As mirrorless ainda estão conquistando seu espaço, e o número de lentes e acessórios compatíveis ainda é limitado, mas a tendência é que qualquer nova tecnologia sofra certa resistência habitual. Tem que ser muito bom pra valer a pena! Lembra de como foi a transição do analógico para o digital?

Conclusão

A melhor câmera, é a câmera que está com você no momento que você deseja. Se você é um fotógrafo casual e não necessita de imagens em altíssima qualidade, seria um desperdício comprar uma câmera com mais de 18 mega pixels.

Se a intenção é imprimir as fotografias em formatos maiores que o tradicional  “15 x 10 cm”, opte por resoluções maiores. Com 18 mega pixels é possível imprimir, com resolução máxima, em folhas A3 (o dobro de uma “folha sulfite A4”).

Esquema mostra o tamanho necessário dos arquivos para garantir impressão de alta qualidade (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo) (Foto: Esquema mostra o tamanho necessário dos arquivos para garantir impressão de alta qualidade (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo))Esquema mostra o tamanho necessário dos arquivos para garantir impressão de alta qualidade (Foto: Adriano Hamaguchi/TechTudo)

 

Independente de sua necessidade, não opte por uma câmera somente pelo visual dela. Para fotografias cotidianas com portabilidade, prefira as compactas. Quem pode investir um pouco mais, melhor optar pelas compactas avançadas.

Para quem pretende aprender mais sobre fotografia, as DSLR de entrada é a melhor opção. Os modelos básicos de todas as marcas podem ser encontrados por bons preços e todas oferecem recursos muito interessantes.

Para os iniciantes que também pretender fazer vídeos, as DSLR de entrada quem filmam em Full HD 30p com entrada de microfone externo são uma boa pedida. Neste ponto os modelos Canon levam uma pequena vantagem, pois as lentes “IS STM” do kit possuem um motor de foco silencioso e alguns modelos básicos oferecem o “foco contínuo” para vídeo.

Antes que alguém dê o grito, outras câmeras, como as Nikon e Sony, por exemplo, também apresentaram evoluções consideráveis dos recursos de vídeo em seus modelos mais recentes: resolução, número de quadros progressivos (30p e 60p) em alta resolução e entrada para microfone externo. Mas o desempenho das lentes básicas do “kit” Canon é muito superior nos quesitos “foco automático” e “modo silencioso”.

Existem também outras marcas que não foram citadas, como Fujifilm, Pentax, Leica, Kodak, Panasonic, Hasselblad, Olympus, Samsung, entre outras. Mas, no Brasil a disponibilidade destes outros modelos ainda é limitada. No quadro abaixo, listamos o número de modelos ofertados num buscador de preços.

Marcas de câmeras encontradas em sites de pesquisa de preço (Foto: Reprodução/Zoom) (Foto: Marcas de câmeras encontradas em sites de pesquisa de preço (Foto: Reprodução/Zoom))Marcas de câmeras encontradas em sites de pesquisa de preço (Foto: Reprodução/Zoom)

 

Câmeras são equipamentos confiáveis, mas possuem componentes extremamente sensíveis. Eventualmente uma visita à assistência pode ser necessária. Quem está pensando investir num equipamento de R$ 15.000 (ou mais), por exemplo, experimente entrar em contato com o suporte técnico do fabricante, antes de bater o martelo.

Quer dicas para comprar câmera digital semiprofissional? Confira no Fórum do TechTudo.

Não consegue se decidir entre duas marcas? Faça uma lista de todas as lentes e acessórios que você gostaria de adquirir ao longo de 3 anos. Pesquise os preços de cada item e compare o valor total do conjunto de cada marca. Opte pelo que apresentar melhor relação custo-benefício.

 

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