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Tempestades com raios inspiram fotógrafos profissionais e amadores

Fotos foram feitas utilizando diferentes técnicas de exposição da luz.
Segundo Elat, por ano, caem 2,2 milhões de raios no Paraná.

 

Luciane Cordeiro

Do G1 PR

 

Levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica  aponta que, em média, caem 2,2 milhões de raios por ano no Paraná (Foto: Arquivo pessoal/ Leonardo Marin)
Para essa foto, Marin deixou a câmera semiprofissional no tripé e o obturador ficou aberto por 15 segundos.  (Foto: Arquivo pessoal/ Leonardo Marin)

Em dia de tempestade não tem quem não se preocupe com os clarões que pintam o céu e com os estrondos que vem logo em seguida. Mas, pra muita gente, o festival de raios e trovões que acompanham as chuvas é como uma obra de arte famosa. Nessa semana, a quantidade de raios que caiu no Paraná fez com que muitos fotógrafos, desde amadores a profissionais, ficassem horas fotografando o fenômeno que ao mesmo tempo assusta e impressiona.

O analista de sistemas Leonardo Marin, de Curitiba, clicou um raio que saía das nuvens, durante uma tempestade na segunda-feira (12). Marin não é fotógrafo profissional e pratica a atividade como hobby. Ele conta que decidiu tirar as fotos assim que chegou a casa. “A quantidade de raios chamou muito a minha atenção, era um espetáculo bonito de se ver”, conta.

Para conseguir as fotos no tempo certo, Marin colocou a câmera em um tripé e apontou a lente para a região do céu onde havia mais raios. “Deixei o obturador aberto, com exposição de 15 segundos, e fui acompanhando. Consegui diversas fotos dessa maneira”, explica o analista de sistemas.

Com a mesma técnica, o técnico judiciário e fotógrafo amador Alex Joukowski tirou mais de 60 fotos de relâmpagos e raios da janela da lavanderia de casa. Em aproximadamente três horas, registrou raios ramificados, que se espalhavam pelo horizonte. “O céu estava repleto de raios, alguns tipos nunca tinha visto. Eles começavam no meio da nuvem e caminhavam, pareciam raízes de árvores”, descreve. “O céu colaborou também com a foto, as cores estavam misturadas”, acrescenta Joukowski.

Fenômeno chama a atenção e vira registro de fotógrafos  (Foto: Arquivo pessoal/ Alex Joukowski)
Foto foi tirada da janela da lavandeira do apartamento de Alex Joukowski  (Foto: Arquivo pessoal/ Alex Joukowski)

Joukowski é fotógrafo há 12 anos e diz que uma boa fotografia é feita de técnica e sorte. “Eu consegui essas imagens porque estava no lugar certo e na hora certa. Porém, as fotografias só ficaram boas porque 50% delas foram feitas a partir da técnica, do conhecimento”, detalha o técnico judiciário.

E, se alguns fotógrafos preferem deixar o obturador aberto para registrar esse tipo de fenômeno, outros optam pelos cliques manuais. O fotógrafo Marcelo Vettorello prefere trabalhar a sensibilidade da luz por meio do ISO da câmera. “A máquina estava com a lente grande angular – para pegar uma boa parte do céu – e com um disparador remoto. Quando via que um raio ia se dissipar, clicava. Identificava o intervalo e clicava logo em seguida”, pontua.

As fotos de Vettorello foram tiradas da janela do estúdio de fotografia. Ele conta que o ângulo da janela não favorecia, porém com um ajuste no posicionamento da câmera conseguiu fotos diferentes. “Para tirar esse tipo de foto não dá tempo de medir a luz e nem focar o ponto certo, por isso o domínio do equipamento é essencial. Só me arrependo de não ter um lugar com uma vista melhor para fotografar”, diz.

Os três fotógrafos garantem que só utilizaram programas de edição para cortar as imagens e melhorar o brilho e contraste. A luz e a cor não foram alteradas, são as originais.

Região oeste do Paraná é o local onde há mais incidências de descargas elétricas no Paraná (Foto: Arquivo pessoal/ Marcelo Vettorello)
Ao alterar a sensibilidade da luz por meio do ISO da câmera, o fotógrafo Marcelo Vettorello conseguiu captar a força dos raios em um tempestade na segunda-feira (12) (Foto: Arquivo pessoal/ Marcelo Vettorello)

Locais com maior incidência
Para quem gosta de fotografar esse tipo de fenômeno, a região oeste do Paraná é o local com maior concentração de raios no estado. Segundo dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), vinculado ao Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), em média, caem 2,2 milhões de raios no estado por ano. Foz do Iguaçu, Capanema e Santa Terezinha de Itaipu são as três cidades que mais presenciam raios em todo o Paraná. Conforme o Elat, anualmente, caem 14,93 raios por km² em Foz do Iguaçu; 14,42 descargas elétricas por km² em Capanema e 14,29 por km² em Santa Terezinha do Itaipu.

O Paraná é ainda o 10° estado com mais incidência de descargas elétricas no Brasil, segundo o Elat. No topo da lista está o Amazonas, em média, com registros de 11 milhões de descargas elétricas por ano.

Segundo o coordenador do Elat, Osmar Pinto Junior, a grande concentração de raios principalmente na região oeste se dá por questões geográficas e climatológicas. “Esta região sofre a influência das tempestades que se formam no centro da América do Sul, onde massas de ar vindas do norte e do sul do continente se chocam formando intensas tempestades”, explica Junior.

Especialistas pedem que pessoas evitem ficar em lugares abertos e próximos a árvores em dias de tempestade (Foto: Arquivo pessoal/ Marcelo Amorim)
A recomendação durante tempestade é para as pessoas evitarem lugares abertos e próximos a árvores, cercas ou meios de transporte (Foto: Arquivo pessoal/ Marcelo Amorim)

Cuidados
E por mais que raios sejam bonitos de se ver, o Elat recomenda que as pessoas tenham cautela e procurem se proteger assim que uma tempestade começar. De acordo com o grupo de pesquisas, por ano, morrem 130 pessoas vítimas de raios no país. E, a cada 50 mortes por raios no mundo, uma é de brasileiro. O número de feridos também é alarmante, aproximadamente 500 pessoas se ferem anualmente após descargas elétricas.

Prova disso, são as duas mortes registradas nesta semana após descargas elétricas. A primeira ocorreu em Mercedes, no domingo (11). Uma mulher de 48 anos morreu ao ser atingida por um raio. A segunda foi registrada na terça-feira (13), um homem morreu em Rio Negro, após também ser atingido por um raio.

Para não ficar ferido após a queda de raios, o Elat recomenda que a realização de atividades ao ar livre sejam interrompidas assim que uma tempestade começar. Também é importante não ficar próximo a meios de transportes, embaixo de árvores ou perto de cercas. Já em casa, segundo o Elat, é bom ficar longe de objetos que conduzem eletricidade, como telefones com fio e aparelhos eletroeletrônicos, e evitar áreas semiabertas, como sacadas, varandas, toldos e barracas.

Fotógrafo amador, Joukowski se impressionou com raios em formato de raízes de árvores (Foto: Arquivo pessoal/ Alex Joukowski)
Fotógrafo amador, Joukowski se impressionou com raios em formato de raízes de árvores (Foto: Arquivo pessoal/ Alex Joukowski)
Raios colorem o céu durante as tempestades (Foto: Arquivo pessoal/ Marcelo Vettorello)
Raios colorem o céu durante as tempestades (Foto: Arquivo pessoal/ Marcelo Vettorello)
Fotógrafo tirou mais de 60 fotos durante tempestade em Curitiba (Foto: Arquivo pessoal/ Marcelo Vettorello)
Fotógrafo tirou mais de 60 fotos durante tempestade em Curitiba (Foto: Arquivo pessoal/ Marcelo Vettorello)
Fotos raios em Curitiba (Foto: Arquivo pessoal/ Marcelo Vettorello)
Fotógrafos garantem que não alteraram as cores da foto em programas de edição (Foto: Arquivo pessoal/ Marcelo Vettorello)
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