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A MANIPULAÇÃO DA IMAGEM NO FOTOJORNALISMO

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Exemplo de manipulação : Foto original de Joe Rosenthal, que chega atrasado, na hora  do hasteamento da bandeira norte-americana, comemorando a vitória sobre batalha de Iwo Jiwa, Japão, em 23 de fevereiro de 1945, e pedem aos soldados que a hasteiem de novo.

Texto: Enrico Maria Roveda, aluno da Focus Escola de Fotografia

A principio, o ato de fotografar já em si mesmo é uma manipulação ou abstração da realidade, transferindo o tridimensional e o movimento em bidimensional estático.

Em segunda instância o pensamento e a preparação cultural do fotografo são transmitidas na fotografia dele em vários momentos, na seleção do assunto, na escolha do equipamento, no enquadramento dado ao tema e demais recursos utilizados.

A monografia aborda no primeiro capitulo a definição de Fotografia e Fotojornalismo a partir da primeira fotografia de Joseph Nicéphore Niepce em 1826 e os experimentos de  Louis Daguerre para alcançar os primeiros resultados de impressão fotográfica.

Em seguida são abordadas as origens do Fotojornalismo a partir da guerra Européia na Crimea e Guerra Civil nos EUA com o inglês Roger Fenton e o americano Mathew Brady que foram os primeiros fotógrafos a cobrir uma situação como repórteres fotográficos.

O fotojornalismo no Brasil inicia por volta de 1900, quando o Jornal do Brasil lança como suplemento ilustrado a Revista da Semana, que publica a primeira foto da imprensa brasileira.

Só na década de quarenta a revista O Cruzeiro modifica definitivamente a definição do fotografo de reportagem atribuindo á fotografia jornalística poder comunicativo e não só um meio de enfeitar o texto escrito.

No final dos anos 60 a fotografia se torna uma modalidade de jornalismo em todos os veículos impressos.

Nos anos 70 muda a linguagem e nasce a Revista Veja (e Leia), periódico semanal finalizado a comentar os fatos políticos e os acontecimentos da semana nos moldes das News Magazines americanas, como a Time. Foi a primeira revista brasileira a criar a editoria de fotografia.

A década de 80 vê a introdução da fotografia colorida nos jornais e revistas, inicialmente só nas paginas nobres pela necessidade de gráfica especializada.

O fato dos anos 90, que marcou a história da fotorreportagem no Brasil, foi o tetracampeonato conquistado pela seleção brasileira na Copa do Mundo de Futebol. Para essa cobertura a imprensa brasileira utilizou pela primeira vez câmeras fotográficas digitais, emprestadas pela agência americana de jornalismo Associated Press. O jornal Folha de S.Paulo e a revista IstoÉ foram os primeiros veículos a publicar fotos totalmente digitais.

Com a falta do negativo como prova de veridicidade, alguém viu na inovação digital o perigo da manipulação e a perda de confiabilidade da imagem, mas a manipulação sempre existiu, apenas se modernizaram as formas de obter-la.

A MANIPULAÇÃO

Considera-se manipulação qualquer forma de artifício, antes, durante ou depois do instante fotográfico, utilizado para alterar a veracidade dos acontecimentos.

Qualquer forma de captura da imagem pelo fotógrafo pode ser influenciada pelo pensamento deste, pela visão subjetiva do mesmo. O uso de uma profundidade de campo, de um determinado ISO, de uma lente, de uma iluminação mais dura ou suave etc. pode ser considerado manipulações antes do instante fotográfico. Até mesmo dados mais objetivos como a presença de pessoas em um evento pode ser manipulada com o uso de ópticas diferentes, uma lente grande angular que vai dar impressão da praça vazia ou uma teleobjetiva fazendo aparecer o detalhe das cabeças recolhidas ao redor do sujeito dando a impressão da praça lotada.

Existem formas de manipulação mais suaves com a finalidade de encaixar a foto no projeto editorial, como balancear as cores corrigir contraste, efetuar pequenos cortes, para que a foto se encaixe na página, alterações estas feitas diariamente pelos jornais.

O problema ocorre quando a manipulação ultrapassa o limite da ética da informação sendo tolerada a manipulação editorial apesar da grande polêmica que isso gera.

Para Henri Cartier-Bresson olhar é tudo, por isso ele trabalhava preferencialmente com objetiva fixa de 50 mm. a mais fiel reprodução do olhar humano.

Existem opiniões contrastantes sobre a pré-visualização como sinônimo de manipulação prévia: para o americano Edward Weston, que liderou o Grupo f/64, fundado em 1932, com as ideias de menor abertura possível do diafragma e controle total da imagem obtida por uma câmera, o fotografo deveria ter o controle total da visualização, sem intervier na construção da imagem, se mantendo sempre objetivo. Já o Wilson Pedrosa, editor de fotografia do jornal O Estado de S. Paulo tanto o olhar quanto a escolha do equipamento não seria uma forma de manipulação, sendo que pertencem ao modo de ver as coisas que em cada um de nós é diferente.

PRODUÇÃO E SIMULAÇÃO

A produção de uma cena que foi perdida (aperto de mãos entre políticos, cortes de faixa nas inaugurações etc.) é uma forma de manipulação que acontece frequentemente nas reportagens e que para alguns, como o fotógrafo Ronaldo Theobald, ganhador do premio Esso de Fotografia, é admissível quando de fato não altera a realidade do acontecimento.

Agora produção de cenas com fatos ou elementos chamativos criados apropriadamente para dar á foto aquela força comunicativa que não representa a realidade dos fatos, para Pires, da Folha, é inaceitável e julga como um ato criminoso, pois o leitor que compra o jornal está sendo enganado.

PÓS MANIPULAÇÃO

Qualquer alteração da imagem que acontece depois do disparo é considerada pós-manipulação. Montagens, exclusões, alterações de luz, tudo o que altera a imagem como foi disparada para obter efeitos sobre quem olha. Antigamente estes processos eram laboratoriais, com auxilio de soluções químicas e de objetos sobreposto ao papel fotográfico, o advento da tecnologia digital e do Photoshop só facilita as coisas em termos de tempo para elaboração mas nada de novo entroduz no conceito de pós manipulação.

São abordados três exemplos de pós-manipulação:

Uma foto que foi publicada em três veículos distintos, na primeira semana de janeiro, em 2003.  nas capas da Folha e das revistas Veja e IstoÉ Dinheiro, na posse do presidente Lula, em Brasília (DF). Neste caso a manipulação foi considerada estética em quanto tirou pedaços de papel do rosto do presidente e da primeira Dama com a finalidade de melhorar e “limpar” o rosto

A imagem de autoria do fotojornalista Pablo Torres Guerrero, da agencia Reuters, sobre os atentados nas estações de trem em Madri que foi publicada no 12 de março de 2004 por diversos veículos em todo o mundo. Neste caso a pós manipulação que aguns jornais fizeram foi de retirar um pedaço de corpo que aparecia em primeiro plano e que podia chocar os leitores.

Nem sempre a ideia da manipulação parte do editor de fotografia ou do diretor de arte. A imagem pode chegar à redação já manipulada pelo fotógrafo. Como foi no caso do repórter fotográfico Brian Walski, do Los Angeles Times. A foto de Walski, que foi capa do L.A.Times, em 31 de março de 2003, mostra um soldado britânico empunhando um rifle em meio a uma multidão de iraquianos e fazendo sinal para que um civil, com uma criança no colo, se proteja da artilharia inimiga. A fraude, montada por Walski, foi logo descoberta. Leitores e os próprios colegas de redação notaram que algumas pessoas apareciam mais de uma vez na imagem. O fotografo foi logo demitido e a condenação foi geral.

Não importa o nível de manipulação e a gravidade ética do ato, qualquer alteração da realidade é uma ofensa á boa fé do leitor e á veridicidade do fato reportado, é crime contra os direitos autorais sobre a imagem e portanto fato gravíssimo que uma editoria e um fotojornalista que se respeite nunca tem que atuar.

São abordadas algumas manipulações históricas aonde fotos que até chegaram a ganhar prêmios, posteriormente resultou evidente que por finalidades diferentes foram alteradas, um claro engano pela população.

Casos em que o fotografo Joe Rosenthal, em Iwo Jiwa, Japão, durante a segunda grande guerra mundial pediu para ensaiar varias vezes uma cena tendo chegado atrasado, ou que, como no caso do desembarque lunar as imagens tenham sido obtidas em estudo por analise das sombras incoerentes com o ponto de luz e a bandeira dos EUA tremular na superfície lunar aonde não tem atmosfera.

Há manipulações políticas em períodos de regimes ditatoriais (Stalin, Mussolini, Mao Tsé-Tung) aonde eram tirados das fotos personagens presentes no momento do disparo. Manipulações brutas estas feitas com recorte de tesoura não existindo os instrumentos informáticos atualmente disponíveis.

Até no Brasil, em ocasião da morte do Presidente Tancredo Neves, especula-se que a foto aonde aparece sorridente com a primeira dama e os médicos tenham sido construídos quando ele já teria morrido para que a data da morte fosse registrada no dia 21/04 coincidente com aquela do Tiradentes.

O jornalista Augusto Nunes (1988) cita a imagem como a foto que enganou o Brasil.

ÉTICA E MANIPULAÇÃO NO FOTOJORNALISMO

O jornalista Cláudio Abramo, em A regra do jogo (1988), explica que não existe uma ética específica para os jornalistas, fotógrafos ou para os cidadãos.

Da mesma forma que um redator, um apresentador ou um editor podem agir de forma tendenciosa, influenciados por diferentes valores e princípios morais ou ideologias distintas; o fotógrafo também pode e muitas vezes o faz. A diferença é que ele trabalha com a informação visual, que representa os olhos do leitor sobre os acontecimentos, que por algum motivo ele não presenciou.

O crescimento do uso das imagens nos cotidianos de notícias está transferindo o problema ético do texto escrito sobre a ilustração do fato. Inevitavelmente a foto passa a ter mais realidade do texto escrito tanto que quem lê procura no texto confirma ao que viu na ilustração, perde o senso critico que teria lendo o texto, baixa totalmente o próprio senso critico na frente de uma fotografia coisa que resulta mais difícil quando se lê o texto.

Assim, devido à confiabilidade transmitida pela imagem fotográfica e ao seu alto poder de influência sobre o leitor, ela atua como referência na escolha da notícia a ser lida. Portanto, quaisquer alterações na realidade retratada podem distorcer as informações, levando o leitor a acreditar em uma falsa realidade. Daí a importância de se pregar um comportamento ético no fotojornalismo.

A INTEGRIDADE DAS IMAGENS E A FALTA DE UM REGULAMENTO ESPECÍFICO

Apesar de não se ter um regulamento específico que proteja as imagens jornalísticas da manipulação digital, tanto o Código de Ética dos Jornalistas48 quanto a Lei de Direitos Autorais são utilizadas como referência em juízo.

Não existe um código de ética no fotojornalismo, Alternativas têm surgido por meio de instituições particulares, como site http://www.digitalcustom.com, que divulgou uma série de diretrizes éticas para proteger a integridade da imagem noticiosa.

MODELO DE DIRETRIZES ÉTICAS Protegendo a integridade de fotografias Jornalísticas na edição digital.

1 Procedimentos de ajuste realísticos, trata-se de ajustes estéticos e técnico da representação fotográfica.

1.1 Balanço e correção de Cor

1.2 Queimar, ou escurecer parcialmente

1.3 Proteger ou clarear parcialmente

1.4 Retoque de riscos, manchas, pó, ruídos digitais

1.5 Correção de distorção de lente

1.6 Otimização de Arquivo

1.7 Ajustes de foco

1.8 Retoque de brilhos ou reflexos

1.9 Clarear ou escurecer global

1.10 Eliminação de olho vermelho

2 Procedimentos de edição em imagem digital aceitos

2.1 Cortes (crop) , escurecimento ou suavização de foco para reduzir/eliminar material supérfluo, preservando o contexto do evento.

2.2 Realçar uma imagem, ou parte de uma imagem, quando atende um propósito investigativo. O uso de técnicas de realce deve ser descrito na legenda.

2.3 Encobrir a identidade de alguém, por exigência ou recomendação legal, feito de forma óbvia (venda, pixelização).

2.4 Acrescentar movimento ” proporcional ” realístico para objetos em movimento e uso do  fisheye. Parcialmente aceito dependendo dos intuitos entre fotografo e editor)

3 Procedimentos de edição em imagem digital não aceitos

3.1 Adicionar, remover ou mover objetos de tal um modo que o contexto do evento é alterado.

3.2 Progressão de idade ou regressão (por exemplo acrescentando cabelos brancos).

3.3 Mudar a expressão facial de uma pessoa, gestos, roupa, partes do corpo ou acessórios pessoais.

3.4 Retoques que aumentem ou reduzam a qualidade ou aparência de um artigo, ou a estética de um lugar.

3.5 Aplicação de movimento para criar uma impressão enganosa que o assunto está se movendo a uma velocidade diferente que estava durante o evento.

3.6 Efetuar mudanças de cor de maneira que os efeitos aplicados não aparentem edição digital ou onde parte do evento original seja encoberto.

3.7 Uso de qualquer outro procedimento edição digital de forma a criar uma impressão enganosa do evento, dos participantes ou contexto.

3.8 Em fotografa de natureza , deveria ser tomado cuidado especial para representar animal e vida de planta em seu ambiente atual, habitat e contexto (por exemplo não se ilumina um fundo para aparentar que um animal noturno é diurno ou colocar um animal em colocações geográficas fabricadas).

3.9 Não é aceitável manipulação de fotografia de natureza para criar um falso aparecimento de animais associando com outros animais (inclusive humanos), agrupar animais de forma não natural ou aumentar o número de animais em um grupo.

3.10 É permissível o destaque em imagens ou parte de imagens de natureza com a finalidade de investigação ou visibilidade , contanto que a manipulação seja incidental, óbvia ou especificamente descrita para o espectador.

3.11 Não é admissível representar um fenômeno fabricado como natural (por exemplo adição de uma estrela cadente ou arco-íris).

3.12 Estes procedimentos não são admissíveis quer por edição digital ou física das imagens.

4 Imagens de promoção em publicações Jornalísticas (Procedimentos Aceitos)

4.1 Edição de cor e luz com efeito criativo.

4.2 Montagens, justaposições e efeitos de montagem.

4.3 Ajustes de foco.

4.4 Transformação em retrato (portraitization) de uma fotografia não-retrato (isolando e retocando o assunto contra um fundo).

4.5 Retoques de pele e embelezamento de cabelo.

4.6 Titulo (ou outro texto) sobreposto.

4.7 Uso de outros procedimentos digitais de edição de modo a não enganar sobre os eventos, participantes ou contexto.

5 Imagens de promoção em publicações Jornalísticas (Procedimentos Não Aceitos)

Idem do Item 3

 

Fonte: http://focusfoto.com.br

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