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World Press Photo retira prêmio dado a fotógrafo italiano

Nessa semana, a 58ª edição do World Press Photo foi alvo de mais uma controvérsia com acusações de premiar imagens manipuladas. O júri da maior competição dedicada ao fotojornalismo no mundo, decidiu retirar o prêmio dado ao italiano Giovanni Troilo. O fotógrafo havia vencido na categoria de ensaios contemporâneos com o trabalho “La Ville Noir – The Dark Heart of Europe”, em que, supostamente, teria registrado a cidade belga de Charleroi.
A polêmica começou após o prefeito de Charleroi, Paul Magnette, entrar em contato com a organização pedindo para que fosse retirado o prêmio ao fotógrafo italiano. “Não sou especialista em fotografia mas sei reconhecer o mau jornalismo quando o vejo”, afirmou o autarca belga, alegando que o fotógrafo tinha usado luzes muito dramáticas e frias para intensificar a sensação de uma cidade abalada pela crise econômica e social.
“Se fosse uma obra de arte, não seria uma problema. Mas o fotógrafo não apresenta seu trabalho como tal. Ele afirma fazer jornalismo investigativo; um ensaio fotográfico que reflete uma realidade simples. Mas isso está longe de ser o caso: as legendas são falsas, é uma caricatura da realidade, uma construção de imagens impressionantes e encenadas”, defende.
Magnette chama a atenção para uma das fotos enviadas ao concurso, em que um casal faz sexo dentro de um carro. A cena teria sido construída. “Meu primo aceitou ser fotografado enquanto transava com uma garota no carro de um amigo”, descreveu o fotógrafo na inscrição.

Mas segundo o júri da organização, o que foi determinante para a retirada do prêmio foi outra fotografia. O registro de um pintor criando uma obra com modelos vivos foi produzido na região de Molenbeek, próximo à Bruxelas e não em Charleroi, ao contrário do que o fotógrafo havia informado anteriormente.

Em nota, o diretor do concurso Lars Boering afirmou que o concurso “precisa se basear na confiança nos fotógrafos que enviam seus trabalhos e em suas éticas profissionais”. A distinção concedida a Giovanni Troilo foi-lhe retirada, tendo sido atribuído a Giulio Di Sturco, que tinha ficado em segundo lugar na categoria de Histórias da Vida Quotidiana.

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