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É possível alcançar a alma com um clique?

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Índia Jenipapo-kanindé

Iana Soares

Em 2007, fotografei uma índia Jenipapo-kanindé, na aldeia dos Tremembé de São José e Buriti, em Itapipoca. Volto à sombra daquelas árvores puxada pelos olhos da menina, como se uma imagem fosse capaz de deixar latente também à fotógrafa. É necessário trilhar o caminho inverso, o da fotografia já feita, para que o instante se instaure outra vez. Explico.

Há poucos dias, um amigo pintor elogiou os retratos que faço. Alguns minutos depois, com a pele já rosa-choque e dois tons acima, confessou que tinha raiva de “bons fotógrafos”. Para ele, rompemos e ultrapassamos uma barreira que existe entre o fotografado e o mundo.

Usamos certos “truques”. A raiva estava acumulada desde 1839, ano “oficial” da invenção da fotografia. Ou incorporou o espírito de Charles Baudelaire que, em 1859, esbravejava contra essa moça ainda tão jovem. Meu amigo insistia que o retratado (aquele que posa, que tem consciência do momento da foto) era sempre uma vítima, da qual roubamos a alma impiedosamente.

Depois de tentar digerir o incômodo de que chamasse de “truque” uma conexão que, para mim, não pode ser reduzida a tirar um coelho da cartola, reparei mais atentamente no “roubo da alma”. A metáfora é antiga. É possível imaginar uma cena em que um Indiana Jones chega, com a câmera pendurada no pescoço, em uma tribo isolada.

Alguém pode ter um avô que não gostava de ser fotografado por esse motivo. Ou você pode pegar um retrato de alguém muito querido e olhá-lo atentamente. Algumas fotografias têm qualquer coisa que insiste.  Estar diante de alguém para fotografá-lo é como querer abraçar o abismo com o desejo do voo. Não é um dedo que busca o disparo que suspende o tempo. É um corpo inteiro. Com medos, alegrias, vontades, promessas, fracassos, esperanças. Fotografar alguém que quer ser fotografado inquieta, arrepia, transforma.

Pode ser uma experiência revolucionária.

Sete anos depois, volto aos olhos de jabuticaba, às bochechas meladas de manga doce e madura, e continuo sem decifrá-la. Às vezes acreditamos ter descoberto esse fio imponderável que está no outro e que também nos sustenta, mas sempre será um mistério.

O fotógrafo alcança certa profundeza que transborda em um gesto. Sempre tão efêmero, tão eterno. Há quem enxergue, nisso, a alma. Investigamos os caminhos. O único atalho: compartilhar a própria alma.

Fonte: http://goo.gl/5Ty4jp

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